Povo das águas

Saravá povo das águas 

Linha das águas


Essa linha é um paradoxo. É uma das mais tradicionais e cultuadas por conta da figura de Iemanjá por todo brasil, em fevereiro e dezembro. E ao mesmo tempo é uma das mais esquecidas e pouco citadas entre as outras linhas.

Nesta linha podemos encontrar figuras incríveis como os sempre positivos marinheiros, trazendo alegria e um jeito bonachão com seu gingado e suas conversas de alto-mar. Também encontramos as enigmáticas sereias e seus cantos belíssimos, que segundo as lendas, podem encantar um homem a ponto do mesmo perder seu raciocínio e ir parar no fundo-do-mar. Ainda encontramos os calungas, exus ancestrais que tem uma ligação tremenda com o povo e a energia marítima.

                                  O mar na Umbanda

         O mar apesar de nos parecer ser algo único, tem suas divisões dentro da Umbanda tradicional, de forma a trabalhos específicos ocorrerem no mar para diversos fins. Na mesma "praia" pode-se fazer trabalhos com diferentes energias e propósitos na Areia, no Beira-Mar, No Alto-Mar e no Abismo (fundo do mar). Claro que de formas simbólicas, inclusive o beira-mar é um limiar entre dois mundos, com o mesmo propósito das encruzilhadas. Apesar dessa divisão simbólica, todos os espíritos do mar se relacionam, pois consideram o mar e suas imediações um mesmo campo de forças.

                                   MARINHEIROS 

É muito comum chamarmos todos os espíritos que se manifestam nos médiuns, que acabam por dar consultas, de marinheiros. Porém, é uma incorreta denominação, pois nem todos foram realmente marinheiros. Dentro desta linha existem os Capitães do Mar, os Marinheiros propriamente ditos, os Marujos, os Pescadores, os Caiçaras, os Piratas e os Mestres. 

                                    RAINHA DO MAR

Falando das águas, não poderiamos deixar de falar da Mãe Iemanjá, rainha das águas.

Iemanjá em seu conceito original era uma Orixá ligada a um rio chamado Ògùn, na cidade de Aioká. Dentro da mitologia ioruba, Iemanjá é filha de Olokun, o verdadeiro Orixá do Mar. Pierre Verger, dizia: "Iemanjá é o orixá das águas doces e salgadas (...), na cidade próxima ao rio Yemoja.. Mas devido as guerras, tiveram que se mudar para o oeste. Com isso transportaram o culto original que era feito no rio Yemoja  para o rio Ògùn. Contudo esse rio em nada é relacionado ao Orixá Ogum."

PARA SAUDAR A RAINHA DO MAR 

Podemos falar "Odociaba" ou "Odoyá".  Odoyá pode ser traduzido como Mãe do Rio.                   A Orixá da Vida e do Mar, também é conhecida por outros nomes, como: Mãe d'água, Janaína, La Siren, a Sereia, Mamãe Sereia, e etc.

 


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